Para ocupar uma cadeira de deputado é extremamente necessário estar ciente de qual o conteúdo do marketing político digital será usado nestas eleições.
O raciocínio mais apurado possível dentre os poucos estrategistas digitais disponíveis no mercado esse ano, aponta como forma de alcançar eleitores nas eleições de 2018 a construção da imagem do candidato e assim conseguir a posterior aderência do nome.
Não descartamos a necessidade da aderência do nome, mas para um efeito mais apurado é necessário mudar o raciocínio, fazer a aderência da imagem do candidato via conteúdo de interesse público ou de nicho.
Quem é o candidato? O que ele faz? O que ele já fez? O que ele pensa? Qual sua opinião sobre cada assunto da atualidade?
Vamos às Dicas de abordagens temáticas que invertem o raciocínio na hora da aderência
Trends
Trends são os assuntos que estão nas timelines e nas conversas presenciais. Em uma tradução não literal para o português, trending topics são os “assuntos do momento”. Esses assuntos “trends” tomam o senso de atenção dos frequentadores das redes e duram um tempo curto. Em média um trend dura 3 ou 4 dias quando muito.
Saber explorar os trends no tempo e na medida exata é uma arte que deve ficar à cargo dos estrategistas digitais da campanha.
O trend movimenta muita atenção e muita gente, o engajamento é imediato e uma opinião ponderada e convincente passa a ser a opinião dos eleitores. Quando isso acontece, a adoção da opinião por parte dos eleitores, a aderência do nome é inevitável.
Propostas
As pessoas estão procurando nos políticos as soluções que mais lhes são sensíveis. Propostas diretas sobre saúde, trabalho e segurança, sempre foram e sempre serão lidas e assimiladas com atenção.
Story telling
A arte de contar histórias é uma ferramenta onipresente no universo publicitário atual. Se o candidato não tem histórias de atividades políticas ou sociais, desenvolva histórias sobre si mesmo. Isto causa no leitor uma sensação do intimidade, cumplicidade e consequentemente engajamento com o candidato.
Use e abuse de dados e imagens
Imagens, as boas, coloridas, espontâneas e bem trabalhadas, sempre foram um gatilho de atenção poderoso na publicidade. Não poderia ser diferente na política. Imagens contam histórias, geram simpatia ou antipatia à primeira vista.
Esqueça as imagens carregando criancinhas e beijando o povão, não é isso que as pessoas procuram nos políticos hoje em dia. As pessoas buscam competência, seriedade, ação real, honestidade.
Imagens demagogas não transmitem isso e podem causar repulsa no novo eleitor que busca consciência política.
As pessoas têm sensação de culpa pelos problemos políticos e estão buscando uma mudança, inclusive estética.
Em complemento a isso, os dados numéricos, estatísticas e conclusões, levam a pessoa a ter um engajamento visual com o conteúdo e consequente empatia com o condutor deste tipo de conteúdo.
Os vídeos têm forte apelo junto ao público
Pequenos vídeos sem muitos malabarismos de produção colocam o candidato cara a cara com o eleitor. Como já dissemos em outros artigos, o smartphone é a nova televisão.
Candidato nenhum perderia a chance de aparecer no horário político, porque perderia de aparecer na timeline das pessoas, ter este conteúdo impulsionado com filtros minuciosamente projetados e chegar a milhares de pessoas?
Números, Santinhos, Partidos e Cores Partidárias
É claro que números de candidatura de fácil assimilação são uma ferramenta poderosa, mas deixe isto para os 45 dias finais da campanha. Na pré campanha é um tiro, posto que as pessoas querem postura e proposta.
O mesmo vale para santinhos, partidos e identidade visual ancorada nas cores do partido. A campanha de marketing digital para as eleições de 2018 é apartidária na maior parte do tempo.

