Tendências 2021 em redes sociais
05 fev 2021
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Tendências 2021 em redes sociais

Foi-se o tempo que prevíamos tendências e acertávamos na mosca.

Os tempos tecnológicos agora são outros e o fervor dos empreendimentos tecnológicos são capazes de estremecer gigantes como Facebook e Google, assim como Netflix vem calando cinema e TV aberta.

Trago como exemplos de tendência, dois gráficos recentes de um estudo da ferramenta Hootsuite. O primeiro aponta onde as empresas desejam aumentar seus investimentos em 2021

tendencias 2021 para redes

Aparentemente nenhuma novidade, o Instagram é o novo queridão do inbound marketing e isso tem uma explicação um tanto volátil: o Facebook libera mesmo mais alcance pago nesta rede.

Com cerca de metade das empresas revelando que vão ampliar seus investimentos nestes grandes canais é de se esperar mais queda ainda no alcance pago já tão espremido pelas plataformas.

Em contrapartida, em um gráfico seguida a pergunta foi qual seria a rede social mais eficaz para seus negócios.

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O panorama muda de figura completamente, colocando o Facebook em primeiro. Esta informação pode estar distorcida pelo próprio funcionamento do Facebook onde as melhores ferramentas profissionais tanto pro Face quanto pro Instagram estão aninhadas no Facebook Business.

Pra nós da Trampo, isso não são tendências. São reflexos superficiais de planejamentos de marketing de início de ano e um tanto tendenciosos, posto que é o business do Hootsuite.

Tendências pra nós é quando se vê milhões de pessoas aderindo a plataformas como Tik Tok e Kwai.

O Kwai entrou no Brasil com um empenho capaz de cooptar a classe C maciçamente. Ele paga! Isso! É um Tik Tok gamificado que dá recompensas por assiduidade, tempo de uso, volume de publicações e remunera os criadores de conteúdo em um esquema multi-nível capaz de remunerar decentemente e em tempo recorde os mais talentosos.

Enquanto o Facebook e o Google estão sentados em cima de suas hegemonias de décadas, o mundo afora reconforma seus costumes e reinventa o entretenimento online com um detalhe incomum: os chineses compram, raramente se vendem.

Na batalha de titãs da tecnologia, a China nunca foi capaz de dominar o mundo – basta lembrar de Baidu, Wish e Alibaba, gigantes chineses que nunca abalam Google e Amazon. Mas será que a China desiste assim tão fácil? A popularidade e escalabilidade que andamos assistindo nesses apps de entretenimento é assustadora. A classe C já está tomada, o resto é tempo, vide o funk e o sertanejo que emergiram da classe C para todas as classes em uma década apenas.

O que você nos perguntaria se a gente dissesse que uma adolescente de 14 anos acumulou 700 dólares em seu primeiro mês no Kwai filmando receitas?

E o Clubhouse?

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